When your life changes you put things into a new perspective - why not share that with the world? My impressions about life (in Hong Kong).
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    Indo de Hong Kong a Guilin de trem (em inglês)

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    Teste Teste Teste.

  • Hong Kong na BBC Brasil

    Artigo da BBC que fala sobre as vantagens e desvantagens de se viver em Hong Kong.

19 de abril de 2017

A polêmica dos “mendileiros”

Muitas notícias falaram nas últimas semanas sobre o estranho fenômeno que está acontecendo em diversas cidades do sudeste asiático: jovens, aparentemente de países ocidentais, pedindo dinheiro nas ruas de cidades como Bangcoque, Hong Kong, Cingapura, para financiar seu mochilão pela Ásia. Isso mesmo, você não ouviu errado! São os ‘begpackers’, ou seja, mistura de mendigo com mochileiros, ou mendileiros – palavra que eu mesma inventei, haha!

Eu mesma já vi algumas vezes aqui em Hong Kong, em áreas muito movimentadas da cidade, estrangeiros pedindo dinheiro diretamente ou então usando seus talentos musicais para ganhar uma grana. Todos os que eu vi tem uma plaquinha, supostamente explicando o por quê de eles estarem pedindo dinheiro, mas sempre está em chinês. Pelo jeito o público alvo deles não são outros estrangeiros.

Pelas reportagens que eu li, são várias as razões que estão levando esses jovens ocidentais a mendigarem nas ruas de cidades asiáticas: financiar suas viagens de “descoberta interior”, que acabou o dinheiro e eles não têm mais como continuar viajando ou voltar pra casa, que precisam de dinheiro para o visto. Tem alguns que simplesmente querem uma boa história pra contar. Como eu falei, alguns tocam instrumentos musicais, vendem fotos ou comidinhas para que o pedido seja um pouco mais “legítimo”. Aliás, quando eu estive em Arraial do Cabo em janeiro desse ano, nos deparamos com uns gringos vendendo sanduíches na praia! Não é só na Ásia que eles estão se proliferando!

Casal visto em Cingapura. A placa dz "apóie nossa viagem ao redor do mundo" - quem nunca? (Foto: Twitter @saracoldheart)

Depois de ouvir as opiniões e ler comentários de amigos e conhecidos sobre esse assunto, me surpreendi ao ver que eu fiquei até mais confusa na hora de tomar um lado nessa discussão! Tem aqueles que acham que eles não estão fazendo nada de errado. Enquanto houverem pessoas dispostas a dar uns trocados para financiar o mochilão do gringo, que mal tem? Além disso, não podemos julgar o mendileiro pela cara, talvez eles sejam de algum país obscuro do leste europeu que é até mais pobre que a China, Cingapura e outros países emergentes da Ásia.

Por outro lado, os que são contra essa prática afirmam que isso se trata do bom e velho ‘privilégio branco’, ou seja, jovens que estão se aproveitando da boa índole dos locais para ganhar a grana que vai pagar festas, bebidas, drogas e sabe-se lá mais o que, afinal, é isso o que 9 entre 10 mochileiros fazem na Ásia, não é não? Não só isso, mas ao pedir dinheiro em países que já são pobres e possuem gigantescas disparidades de renda, eles estão ‘competindo’ com os pedintes que realmente precisam de uns trocados para sobreviver dia após dia.

Há! Eu vi esse cara em Hong Kong algumas vezes. Ele tocava violão enquanto os filhos deles ficavam ali do lado esperando, deu uma dó :( Aparentemente é uma família da República Checa, e o pai pede dinheiro para pagar a operação da filha, que sofreu um acidente durante a viagem. Só que já faz alguns anos que eles são vistos por aí, não só em Hong Kong, mas também na Tailândia e nas Filipinas (Foto: thedailypedia.com/Stick Boy Bangkok)

Vou deixar claro: eu não concordo com essa prática dos mendileiros. Como uma reportagem explica perfeitamente (em tradução livre) “não é um crime se ver sem dinheiro no meio do mochilão. Mas ter a expectativa de que outras pessoas deveriam pagar para que sua ‘aventura’ possa continuar é simplesmente patético”.

Para o bem ou para o mal, vivemos numa sociedade em que pedir dinheiro de estranhos na rua é a última saída para quem não tem recursos ou condições para se auto-sustentar. Pobreza, alcoolismo, transtornos mentais, enfim, são inúmeras razões pelas quais as pessoas decidem viver a partir da ajuda de transeuntes e doações em geral. Mas a maioria das pessoas pode concordar que mendigar é algo a grande maioria das pessoas não faz por opção, e sim por necessidade.

Então, quando você vê esse jovens com roupas limpas, todos os dentes na boca (a maioria pelo menos hehe), pedindo dinheiro, mas com seus Ipads e câmeras guardadinhas bonitinhas em suas mochilas... você daria dinheiro para eles? Viajar ainda é um grande privilégio para milhões de pessoas ao redor do mundo e eu não acho justo nem moralmente correto tentar ganhar uns trocados em lugares onde a maioria esmagadora da população é pobre e trabalha duro para minimamente colocar comida na mesa e pagar as contas.

Supondo que esses mochileiros realmente vêm de países desenvolvidos da Europa e América do Norte, pergunte para eles: você faria isso no seu país, na sua cidade, onde sua família, amigos, professores e outros podem te ver? A resposta muito provavelmente será “não”. Hoje em dia existem milhares de maneiras e recursos para arrecadar dinheiro para os mais diversos fins – faz uma rifa, vende brigadeiros, faz uns freelas pela internet. Mas bancar de mochileiro legalzinho que só quer uma ajudinha para pagar a cerveja passagem até a próxima cidade, não rola!

Você é a favor ou contra os mendileiros? Já viu algum no Brasil?

Escreve nos comentários! :)
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31 de março de 2017

Açaí e guaraná... made in USA

Ainda na pegada do supermercado, no final de semana passada eu e o Martin demos uma passada no Citysuper, um supermercado aqui de Hong Kong que vende muitos produtos importados e atende às classes A e B.

Nós fomos lá justamente porque o Martin ouviu falar que o Citysuper estava vendendo sua nova grande paixão brasileira: o açaí. Pois é, eu fui substituida por uma sobremesa... quem diria, haha! Eu gosto bastante de açaí, mas o Martin comeu açaí todos os dias quando fomos ao Brasil no final de Janeiro. Foi a primeira coisa que ele comeu quando desembarcamos no Rio, e a última antes de sair de casa para pegar o vôo de volta pra Hong Kong em São Paulo (sendo que no mesmo dia nós nos empanturramos em uma churrascaria).

Enfim, enquanto o Martin procurava o seu tão amado açaí, olha com o que eu me deparei:


Bebidas exóticas brasileiras

Não só um energético de açaí, mas também o bom e velho mate, vendido em simpáticas garrafinhas. Você pode até pensar "nossa, que legal que eles vendem esses produtos típicamente brasileiros nos supermercados de Hong Kong"! Olhando a embalagem das bebidas dá até pra ver alguns símbolos brasileiros, como um coraçãozinho com o mapa do brasil na garrafinha de mate e o desenho do índio na lata do energético, ao lado do nome SAMBAZON: mistura de samba com amazon (Amazônia em inglês). Que autêntico! #sqn

Olhando mais de perto é que a coisa fica meio estranha. Como vocês podem ver, o mate vem nos sabores tradicional e framboesa (raspberry). Framboesa?! Que eu saiba a framboesa não faz parte da dieta dos brasileiros e é tão cara que você só vê como decoração de bolo.

Aliás, quando eu pensei em framboesa no Brasil, a primeira coisa que me veio à cabeça foram as deliciosas balas 7Belo! Quem nunca comprou vinte 7Belos por 1 real na cantina da escola e ficou se achando rico? Bons tempos! :)

Saudades, 7 Belo!

Já o energético de açaí vem no sabor romã (pomegranate). A primeira vez que eu comi romã foi há algumas semanas atrás, quando eu comprei uma para matar a curiosidade. Eu achei uma fruta super sem graça, além de dar uma preguiça de comer por causa das sementes. Eu sei que a romã é uma fruta muito consumida nos países do Oriente Médio e até na Ásia. Mas no Brasil? Definitivamente não.

Só depois que eu percebi que esses produtos, tão típicos da cultura brasileira (e argentina e paraguaia, no caso do mate) foram feitos nos Estados Unidos. Fuén. Esses gringos safados, roubando nossa cultura! No fundo eu confesso que eu fiquei um pouquinho decepcionada ao ver que tanto o energético quando o mate não eram feitos no Brasil, afinal, seria uma oportunidade de ouro para promover produtos nacionais que além de gostosos, fazem muito bem pra saúde.

Enfim, negócios são negócios. Mas espero que no futuro eu possa ver açaí, mate, guaraná e outros produtos típicos nas prateleiras dos supermercados em Hong Kong com um selo de "made in Brazil" bem grande!

E não, o Martin acabou não encontrando o açaí que ele queria (tipo sorvete, como no Brasil). A busca continua!
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28 de fevereiro de 2017

Mais curiosidades sobre Hong Kong

Depois de um bom tempo sem voltar pra casa, acabamos de voltar de uma viagem de três semanas para o Brasil! Foi muito bom poder descansar bastante e ter uma viagem tranquila e sem correria. Mais ou menos, porque durante minha estadia em São Paulo, eu passei uma boa parte do tempo resolvendo problema em bancos. Eita burocracia do capeta que ainda existe no Brasil! 

Isso me deixou pensando sobre algumas diferenças entre o Brasil e Hong Kong. Eu já estou aqui há tanto tempo, que eu nem paro mais para observar as diferenças e curiosidades entre os dois países. Nas últimas semanas eu fui preparando um listinha a partir de pequenas observações do dia a dia, sobre coisas que aqui em Hong Kong são tão normais, mas que causam estranheza para os brasileiros, e vice-versa.

Bancos:

Infelizmente nós brasileiros já estamos acostumados com a tensão que é ir no banco: portas giratórias, detectores de metal, ter que tirar tudo da sua bolsa/mochila até finalmente entrar banco!

Em Hong Kong é outro mundo! Como a cidade é muito segura, é possível entrar no banco de boa, sem ter que se preocupar com itens de metal e etc. Por outro lado, fila existe em todo lugar, isso realmente não dá pra evitar, hehe.

Os caixas automáticos daqui também são mais desprotegidos, sendo possível sacar dinheiro a qualquer hora do dia ou da noite, sem precisar de senhas extras ou ter que passar o cartão na porta (blindada) do banco para poder entrar. A tranquilidade é tanta, que é super normal você estar usando o caixa eletrônico e ter uma pessoa colada atrás de você na fila, mesmo se você estiver naquelas cabines menores. No começo dava uma aflição ter alguém logo atrás de mim! Na minha cabeça a pessoa estava, obviamente, tentando espiar meu saldo e descobrir minha senha. Mas não, isso é só o jeito das coisas aqui, onde as pessoas não vêem muita necessidade em 'preservar sua privacidade' enquanto vc saca o seu suado dinheiro.

Nas nuvens:

Hong Kong é o lugar do mundo com mais arranha-ceús. Sendo assim, não é a toa que a vida não acontece no térreo.  É muito normal que lojas e restaurantes estejam localizados no terceiro andar pra cima dos prédios. Em áreas mais comerciais, existem prédios inteiros de 10 ou 12 andares apenas com restaurantes.

E fica a cargo do restaurantes fazer propaganda, distribuir panfletos na rua e outras estratégias para atrair clientes. Ou o contrário, as vezes mesmo restaurantes pequenos em lugares super simples podem ter uma fila imensa do lado de fora e fica até dificil pegar o elevador. Em Hong Kong o bom e velho boca a boca ainda é uma ótima estratégia de marketing!

Supermercado:

Eu já falei aqui muitas vezes sobre as comidas exóticas que os chineses tanto apreciam (e eu nem tanto assim). E não só isso, os supermercados brasileiros são um luxo perto dos supermercados de Hong Kong: grandes, com corredores amplos, muitas frutas, padaria, açougue... em Hong Kong os supermercados são minúsculos, com corredores apertados e pouquíssima variedade de frutas e carnes.

Pra mostrar, eu tirei fotos dos detaques do supermercado daqui:

Prateleiras e mais prateleiras de.... miojo! Não só os chineses, mas os asiáticos todos são chegados em um miojo/cup noodles. Tem de todos os estilos e sabores (menos galinha caipira, que é algo que definitivamente não existe aqui).

A seção de miojo só perde para a de molho de soja, o famoso shoyu. Quem no Brasil imaginaria que existem tantos tipos diferentes desse molho tipicamente chinês? Tem a versão premium, a versão gold, a versão diamante, sem sódio, com sódio e vários outros. Pra mim, todos tem o mesmo gosto!

Outra figurinha carimbada dos supermercados aqui é a cabeça de peixe. No caso da foto, de salmão. Nos restaurantes rola até uma disputa pra ver quem fica com a cabeça do peixe - dizem que as bochechas e os olhos são as partes mais gostosas...

Enquanto no Brasil os supermercados vendem frios, queijos, salgadinhos e até lanches rápidos para os consumidores levarem pra casa, em Hong Kong o 'lanche' são pés de galinha desossados.

Pra fechar com chave de ouro, outra iguaria que definitivamente você não encontra com tanta facilidade assim no Brasil: intestinos, prontos pra comer! Só não me pergunte se é de porco ou de vaca, haha!

E aí estão algumas pequenas curiosidades do dia a dia daqui de Hong Kong. :)

Quem já veio pra cá: o que te chocou mais?
Escreva nos comentários e pode virar tema do meu próximo post!
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23 de janeiro de 2017

Colaboração - HK Travel Blog: mergulhando em Hong Kong

Minha mais nova colaboração foi com o HK Travel Blog, um dos blogs mais completos sobre viagens de e para Hong Kong. Eu acompanho esse blog há algum tempo, e quando o Christopher fez o chamado para artigos de colaboradores, eu logo me ofereci.

O HK Travel Blog é todo em inglês, mas é super informativo e tem um visual bem clean. Meu primeiro artigo é uma tradução deste post que eu publiquei em junho do ano passado.


Pra mudar um pouco eu coloquei uma foto inédita, mostrando a 'transparência' dos mares de HK.


Aguardem mais colaborações em breve! :)
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17 de janeiro de 2017

Hong Kong: "paraíso" para estrangeiros... será?

Oi gente!

Primeiramente, feliz ano novo! Essa que vos fala já está entrando em seu sétimo ano em Hong Kong, quem diria! E para vocês que acompanham o blog desde o começo... vocês estão sete anos mais velhos, ha ha ha.

Piadas sem graça a parte, eu bem que gostaria de começar esse post anunciando muitas novidades no blog, um layout novo, uma página '.com' de respeito. Mas não adianta ter uma embalagem bonita mas sem conteúdo, né? Então o que eu espero fazer em 2017 é escrever mais, porque assunto não falta e pouco a pouco deixar esse blog um pouquinho mais profissional!

Voltando ao assunto, essa semana eu li no site da BBC Brasil um artigo sobre Hong Kong, e sua posição como uma das cidades mais atraentes para expatriados. Eu achei o artigo bem interessante, apesar de dizer respeito a apenas uma minúscula parcela da população que pode-se considerar verdadeiramente expatriados.

Clique aqui para ler o artigo!

Eu pesquisei bastante sobre esse assunto nos anos em que estive aqui e para mim "expatriados" são aqueles que se mudam de país por razões estritamente profissionais, ou seja, trabalhando para a mesma empresa, são transferidos do país X para Hong Kong. Normalmente isso envolve um belo pacote de benefícios, que como o artigo fala, envolve bônus, auxílio moradia, escola para os filhos e por aí vai.

Se eu tenho esses benefícios? Na-na-ni-na-não! O lado ruim de ser uma estrangeira procurando trabalho já estando em Hong Kong é que todas as empresas vão te oferecer um contrato local, sem todas essas bonanças. Isso pode gerar algumas saias-justas no trabalho, afinal você acaba tendo pessoas com o mesmo nível de competência com salário totalmente diferentes.

Enfim, a tradução do artigo é um pouco estranha (palavras como "pungente" e "vicejante" no mesmo parágrafo), mas ele dá uma boa idéia dos custos que uma família vai ter que arcar ao vir morar em Hong Kong. Muita gente me escreve querendo saber mais sobre os custos e qualidade de vida daqui, e o artigo oferece informações valiosas, principalmente para aqueles que buscam um estilo de vida, digamos, mais confortável.

Só de ler o preço do aluguel em alguns lugares e a matrícula nas escolas internacionais, eu fico de cabelo em pé! Números assim só mostram como a desigualdade é gritante em Hong Kong, mas o artigo infelizmente não fala muito sobre isso. Diferente do Brasil, a desigualdade aqui é mais escondida: ricos e pobres andam nas mesmas ruas e tomam o metrô lotado todas as manhãs. A diferença é o que sobra no fim do mês.

Não quero levar essa publicação para o lado sombrio da desigualdade social em Hong Kong, mas espero que essa seja uma conversa para mais tarde. Por enquanto, leia o artigo e tire suas própria conclusões sobre a vida nessas terras exóticas! :)
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Muito prazer! Este blog narra as experiências e aventuras de uma brasileira vivendo na louca cidade de Hong Kong! Nice to meet you! The adventures of a Brazilian girl living and working in the crazy city of Hong Kong. Email: livehkblog@gmail.com

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