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22 de junho de 2018

Como conseguir um visto de trabalho em Hong Kong (parte 1)


Eu já falei sobre isso em um post anterior, mas vira e mexe aparece a pergunta no grupo de brasileiros em Hong Kong no Facebook: como conseguir um visto de trabalho em Hong Kong? Por isso resolvi falar mais sobre como obter o tão sonhado visto de trabalho (uma vez que você receba uma proposta de emprego de uma empresa local).

No meu caso, por exemplo, eu tive que ir na cara e na coragem, já que depois de receber a proposta para trabalhar na ONG eu percebi que: 1) o escritório tinha apenas 10 funcionários na época e o RH era novo, e 2) como eu suspeitava, o cara do RH não fazia a menor idéia de como processar um visto de trabalho. Aliás, quando eu finalmente comecei a trabalhar, ele já tinha até se demitido, então vai vendo o nível...

Hong Kong é um lugar com ótimas ofertas de trabalho para profissionais qualificados. Porém, muitas empresas que nunca tiveram experiência com o processo do visto ficam meio desmotivadas em contratar estrangeiros e ter que cumprir os requisitos exigidos pelo Departamento de Imigração de Hong Kong, que podem ser bem chatinhos.

Immigration Tower, onde fica o Departamento de Imigração de Hong Kong (fonte: dontstopliving.net)

Mas não mude de canal ainda, amiguinho! Vou mostrar que conseguir o visto de trabalho não é um bicho de sete cabeças como muitos imaginam, e que você - sim, você! - pode tocar o processo sozinh@ para seu novo empregador sem problemas! Umas das coisas que eu admiro em Hong Kong é isso, eles são super claros e transparentes sobre os processos e requisitos para se trabalhar na cidade legalmente.

Ressalva importante: as informações fornecidas nesse blog não são garantia de um visto de emprego. São apenas relatos da minha experiência e de outras pessoas. E como eu falei no começo, o primeiro passo para obter um visto de trabalho é já ter uma oferta de trabalho de uma empresa baseada em Hong Kong. Não coloque a carroça na frente dos burros!

O que você precisa é, basicamente:

1) Contrato de trabalho: em qualquer lugar do mundo, vamos concordar que contrato é um ítem básico. Depois que você recebeu uma proposta, negociou o salário, dias de férias e etc, a empresa deve preparar um contrato, com a natureza do trabalho, sua posição na empresa, salário mensal, benefícios e outros. Quanto mais detalhes, melhor.

Sobre o salário, Hong Kong está tão cara que eu ouvi falar que o mínimo mensal que um recém-graduado precisa receber para que o Departamento de Imigração possa “abrir” o caso é de 3 mil dólares americanos. Não sei se isso é realmente verdade, mas não duvido que seja uma medida do governo para incentivar as empresas a dar preferência a trabalhadores locais.

2) Formulários: os únicos formulários que devem ser preenchidos são: o ID990A, preenchido pelo candidato com dados pessoais, qualificações profissionais e informações sobre empregos anteriores. O formulário é chatinho de ler, mas fácil de preencher. O outro é o ID990B, que deve ser preenchido pelo seu futuro empregador. Esse é um pouco mais complicado, já que ele deve justificar:
- Descrição das responsabilidades do cargo (o que normalmente também está descrito no contrato);
- Se essa não é uma vaga nova, quais foram os requisitos da vaga e salários no passado;
- Porque a empresa quer trazer um estrangeiro para o cargo, ao invés de contratar um local.

Aí é que as coisas podem ficar mais complicadas. Afinal, como justificar que a empresa prefere se dar ao trabalho de contratar uma pessoa de fora, ao invés de alguém de força de trabalho local? A verdade é que, em muitos casos, empresas estrangeiras tendem a preferir funcionários ‘ocidentais’ que falem inglês fluente e já tenham uma mentalidade mais fácil de se adaptar a um ambiente de trabalho internacional. Injusto? Talvez, porém verdade.

Se você se encontrar nessa situação, o melhor é você mesmo preparar as respostas para essas perguntas e pedir para o seu empregador colocar essa justificativa em uma carta e mandar com o resto da papelada. É importantíssimo preparar bons argumentos e ninguém melhor do que você mesmo para demonstrar que é a pessoa certa para o trabalho.

3) Certificados e qualificações: agora é hora de juntar o seu currículo (em inglês), procurar nos confins do seu computador aquela cópia escaneada do seu diploma e outros cursos, cartas de recomendação e quaisquer qualificações que sejam relevantes para o seu novo emprego.

Tem que estar tudo em inglês? Sim. E se possível uma tradução juramentada, e certificada pelo consulado daqui (acho que o consulado pode recomendar alguns tradutores). Quando eu apliquei para o visto de trabalho, eu não fiz a tradução juramentada - eu mesma traduzi meu diploma e histórico universitário, fazendo uma tradução bem fiel e com a mesma formatação dos originais em português e foi aceito. Mas, na dúvida, acho menos arriscado juramentar as traduções.

Dúvida: eu preciso ser muito qualificado para conseguir um trabalho em Hong Kong? Sim! No mínimo um diploma universitário e alguns anos de experiência são indispensáveis. Existem exceções para trabalhos que requerem habilidades muito específicas (como dançarinos, chefes de cozinha, modelos, jogadores ou instrutores de futebol, etc). Já para trabalhos corporativos, não tem jeito.

Mas eu só quero juntar um pé de meia, para mim qualquer trabalho está bom! Se esse é o seu caso, Hong Kong infelizmente não é para você. Ao contrário de muitos países que fazem vista grossa em relação a contratação de imigrantes ilegais, aqui pouquíssimas empresas se arriscam a contratar trabalhadores ilegalmente, já que as multas podem ser altíssimas! Mesmo para trabalhos que exigem poucas qualificações (garçom, lavador de pratos), é obrigatório que a pessoa tenha residência ou visto de trabalho. Porém, o salário para trabalhadores nessa área está ao redor de 1.5 a 2 mil dólares, ou seja, bem menos que o mínimo supostamente exigido pelo governo para fornecer um visto de trabalho.

Já ouvi histórias de pessoas que vieram para Hong Kong durante as férias de verão como estagiários com o visto de turista. Ou seja, eles trabalhavam normalmente e a cada 60 ou 90 dias tinham que sair de Hong Kong e entrar novamente como turista. Eu não dúvido que muitas empresas façam isso, mas não se engane, isso também é ilegal, e eventualmente o Departamento de Imigração vai passar rondando.

Bom, acho que já falei muito. No próximo post vou falar mais sobre o resto do processo de obtenção do visto de trabalho e mais algumas informações úteis. Até lá!
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30 de abril de 2018

Conversas do além


É um assunto meio mórbido, mas algumas pessoas já me perguntaram como são os rituais quando os chineses de Hong Kong, ahn, batem as botas. Os funerais em Hong Kong são um pouco diferentes do que os no Brasil. No Brasil, quando alguém falece, é normal que o velório e enterro aconteçam poucos dias depois. Sendo um país predominantemente católico, a idéia é que parentes e amigos tenham alguns dias para absorver a notícia e se despedir do falecido, que é enfim enterrado (ou cremado) para finalmente descansar em paz e ir para o céu. Para nós parece natural, não é?

Ma como eu falei, as por aqui as coisas são um pouco diferentes. Em Hong Kong, o período entre o falecimento e o enterro pode levar duas semanas ou mais! Isso pode acontece por duas razões. A primeira é que muitas famílias que seguem o calendário e horóscopo chinês fazem uma análise para escolher a data mais “propícia” para o enterro, ou seja, uma dia onde o falecido possa ir para o além com mais conforto e fortuna. Tradicionalmente, os chineses não veêm problema em esperar mais de dez dias para o enterro, e durante esse tempo, o corpo do falecido fica embalsamado na casa funerária.

Dá para ver que os túmulos ficam colados uns nos outros (Foto: Antony Dickson /AFP/Getty Images)

A segunda razão é a falta de espaço nas funerárias e cemitérios de Hong Kong. A cidade sofre com a hiperpopulação até nos cemitérios! Muitas vezes a família tem que esperar um bom tempo para uma vaga disponível para o enterro. Ou seja, até na morte você tem que esperar na fila.

A falta de espaço também faz com que o preço dos lotes nos cemitérios sejam caríssimos, forçando muitas pessoas a ‘enterrar’ os falecidos nos columbários, onde as cinzas dos entes queridos ficam guardadas em pequenos nichos comemorativos, como se fosse um cemitério vertical. Para tentar resolver o problema da falta de espaço, o governo tenta promover algumas alternativas, como espalhar cinzas em jardins funerários especializados ou no mar. Porém, essas alternativas não são bem aceitas po certas religiões pelas gerações mais antigas, por uma razão bastante curiosa.

Famílias tradicionais que ainda habitam vilas e áreas rurais de Hong Kong tem seus próprios túmulos que normalmente ficam nas encostas de colinas e montanhas (foto: Zolima Magazine)

Na cultura chinesa, mesmo após a morte, a manutenção do túmulo (no cemitério ou columbário) é muito importante. Em Hong Kong existem dois feriados (Ching Ming em abril e Chung Yeung, em outubro) onde a tradição manda os familiares visitarem o jazigo dos falecidos para limpar, trazer flores e até comida e maços de dinheiro falso para ‘presentear’ os mortos. Bom, se os seus restos mortais estão espalhados em um jardim ou no mar, fica mais dificil receber os tão aguardados presentes!

Eu não sou expert em religiões, então não sei detalhes das tradições de outros grupos religiosos. Para falar a verdade, tanto a China como Hong Kong não são lugares muito religiosos. Mas o que eles não tem de religião, eles compensam em superstições, seguindo as  práticas e rituais até na hora da morte. Nunca se sabe, né?
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19 de abril de 2017

A polêmica dos “mendileiros”

Muitas notícias falaram nas últimas semanas sobre o estranho fenômeno que está acontecendo em diversas cidades do sudeste asiático: jovens, aparentemente de países ocidentais, pedindo dinheiro nas ruas de cidades como Bangcoque, Hong Kong, Cingapura, para financiar seu mochilão pela Ásia. Isso mesmo, você não ouviu errado! São os ‘begpackers’, ou seja, mistura de mendigo com mochileiros, ou mendileiros – palavra que eu mesma inventei, haha!

Eu mesma já vi algumas vezes aqui em Hong Kong, em áreas muito movimentadas da cidade, estrangeiros pedindo dinheiro diretamente ou então usando seus talentos musicais para ganhar uma grana. Todos os que eu vi tem uma plaquinha, supostamente explicando o por quê de eles estarem pedindo dinheiro, mas sempre está em chinês. Pelo jeito o público alvo deles não são outros estrangeiros.

Pelas reportagens que eu li, são várias as razões que estão levando esses jovens ocidentais a mendigarem nas ruas de cidades asiáticas: financiar suas viagens de “descoberta interior”, que acabou o dinheiro e eles não têm mais como continuar viajando ou voltar pra casa, que precisam de dinheiro para o visto. Tem alguns que simplesmente querem uma boa história pra contar. Como eu falei, alguns tocam instrumentos musicais, vendem fotos ou comidinhas para que o pedido seja um pouco mais “legítimo”. Aliás, quando eu estive em Arraial do Cabo em janeiro desse ano, nos deparamos com uns gringos vendendo sanduíches na praia! Não é só na Ásia que eles estão se proliferando!

Casal visto em Cingapura. A placa dz "apóie nossa viagem ao redor do mundo" - quem nunca? (Foto: Twitter @saracoldheart)

Depois de ouvir as opiniões e ler comentários de amigos e conhecidos sobre esse assunto, me surpreendi ao ver que eu fiquei até mais confusa na hora de tomar um lado nessa discussão! Tem aqueles que acham que eles não estão fazendo nada de errado. Enquanto houverem pessoas dispostas a dar uns trocados para financiar o mochilão do gringo, que mal tem? Além disso, não podemos julgar o mendileiro pela cara, talvez eles sejam de algum país obscuro do leste europeu que é até mais pobre que a China, Cingapura e outros países emergentes da Ásia.

Por outro lado, os que são contra essa prática afirmam que isso se trata do bom e velho ‘privilégio branco’, ou seja, jovens que estão se aproveitando da boa índole dos locais para ganhar a grana que vai pagar festas, bebidas, drogas e sabe-se lá mais o que, afinal, é isso o que 9 entre 10 mochileiros fazem na Ásia, não é não? Não só isso, mas ao pedir dinheiro em países que já são pobres e possuem gigantescas disparidades de renda, eles estão ‘competindo’ com os pedintes que realmente precisam de uns trocados para sobreviver dia após dia.

Há! Eu vi esse cara em Hong Kong algumas vezes. Ele tocava violão enquanto os filhos deles ficavam ali do lado esperando, deu uma dó :( Aparentemente é uma família da República Checa, e o pai pede dinheiro para pagar a operação da filha, que sofreu um acidente durante a viagem. Só que já faz alguns anos que eles são vistos por aí, não só em Hong Kong, mas também na Tailândia e nas Filipinas (Foto: thedailypedia.com/Stick Boy Bangkok)

Vou deixar claro: eu não concordo com essa prática dos mendileiros. Como uma reportagem explica perfeitamente (em tradução livre) “não é um crime se ver sem dinheiro no meio do mochilão. Mas ter a expectativa de que outras pessoas deveriam pagar para que sua ‘aventura’ possa continuar é simplesmente patético”.

Para o bem ou para o mal, vivemos numa sociedade em que pedir dinheiro de estranhos na rua é a última saída para quem não tem recursos ou condições para se auto-sustentar. Pobreza, alcoolismo, transtornos mentais, enfim, são inúmeras razões pelas quais as pessoas decidem viver a partir da ajuda de transeuntes e doações em geral. Mas a maioria das pessoas pode concordar que mendigar é algo a grande maioria das pessoas não faz por opção, e sim por necessidade.

Então, quando você vê esse jovens com roupas limpas, todos os dentes na boca (a maioria pelo menos hehe), pedindo dinheiro, mas com seus Ipads e câmeras guardadinhas bonitinhas em suas mochilas... você daria dinheiro para eles? Viajar ainda é um grande privilégio para milhões de pessoas ao redor do mundo e eu não acho justo nem moralmente correto tentar ganhar uns trocados em lugares onde a maioria esmagadora da população é pobre e trabalha duro para minimamente colocar comida na mesa e pagar as contas.

Supondo que esses mochileiros realmente vêm de países desenvolvidos da Europa e América do Norte, pergunte para eles: você faria isso no seu país, na sua cidade, onde sua família, amigos, professores e outros podem te ver? A resposta muito provavelmente será “não”. Hoje em dia existem milhares de maneiras e recursos para arrecadar dinheiro para os mais diversos fins – faz uma rifa, vende brigadeiros, faz uns freelas pela internet. Mas bancar de mochileiro legalzinho que só quer uma ajudinha para pagar a cerveja passagem até a próxima cidade, não rola!

Você é a favor ou contra os mendileiros? Já viu algum no Brasil?

Escreve nos comentários! :)
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31 de março de 2017

Açaí e guaraná... made in USA

Ainda na pegada do supermercado, no final de semana passada eu e o Martin demos uma passada no Citysuper, um supermercado aqui de Hong Kong que vende muitos produtos importados e atende às classes A e B.

Nós fomos lá justamente porque o Martin ouviu falar que o Citysuper estava vendendo sua nova grande paixão brasileira: o açaí. Pois é, eu fui substituida por uma sobremesa... quem diria, haha! Eu gosto bastante de açaí, mas o Martin comeu açaí todos os dias quando fomos ao Brasil no final de Janeiro. Foi a primeira coisa que ele comeu quando desembarcamos no Rio, e a última antes de sair de casa para pegar o vôo de volta pra Hong Kong em São Paulo (sendo que no mesmo dia nós nos empanturramos em uma churrascaria).

Enfim, enquanto o Martin procurava o seu tão amado açaí, olha com o que eu me deparei:


Bebidas exóticas brasileiras

Não só um energético de açaí, mas também o bom e velho mate, vendido em simpáticas garrafinhas. Você pode até pensar "nossa, que legal que eles vendem esses produtos típicamente brasileiros nos supermercados de Hong Kong"! Olhando a embalagem das bebidas dá até pra ver alguns símbolos brasileiros, como um coraçãozinho com o mapa do brasil na garrafinha de mate e o desenho do índio na lata do energético, ao lado do nome SAMBAZON: mistura de samba com amazon (Amazônia em inglês). Que autêntico! #sqn

Olhando mais de perto é que a coisa fica meio estranha. Como vocês podem ver, o mate vem nos sabores tradicional e framboesa (raspberry). Framboesa?! Que eu saiba a framboesa não faz parte da dieta dos brasileiros e é tão cara que você só vê como decoração de bolo.

Aliás, quando eu pensei em framboesa no Brasil, a primeira coisa que me veio à cabeça foram as deliciosas balas 7Belo! Quem nunca comprou vinte 7Belos por 1 real na cantina da escola e ficou se achando rico? Bons tempos! :)

Saudades, 7 Belo!

Já o energético de açaí vem no sabor romã (pomegranate). A primeira vez que eu comi romã foi há algumas semanas atrás, quando eu comprei uma para matar a curiosidade. Eu achei uma fruta super sem graça, além de dar uma preguiça de comer por causa das sementes. Eu sei que a romã é uma fruta muito consumida nos países do Oriente Médio e até na Ásia. Mas no Brasil? Definitivamente não.

Só depois que eu percebi que esses produtos, tão típicos da cultura brasileira (e argentina e paraguaia, no caso do mate) foram feitos nos Estados Unidos. Fuén. Esses gringos safados, roubando nossa cultura! No fundo eu confesso que eu fiquei um pouquinho decepcionada ao ver que tanto o energético quando o mate não eram feitos no Brasil, afinal, seria uma oportunidade de ouro para promover produtos nacionais que além de gostosos, fazem muito bem pra saúde.

Enfim, negócios são negócios. Mas espero que no futuro eu possa ver açaí, mate, guaraná e outros produtos típicos nas prateleiras dos supermercados em Hong Kong com um selo de "made in Brazil" bem grande!

E não, o Martin acabou não encontrando o açaí que ele queria (tipo sorvete, como no Brasil). A busca continua!
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28 de fevereiro de 2017

Mais curiosidades sobre Hong Kong

Depois de um bom tempo sem voltar pra casa, acabamos de voltar de uma viagem de três semanas para o Brasil! Foi muito bom poder descansar bastante e ter uma viagem tranquila e sem correria. Mais ou menos, porque durante minha estadia em São Paulo, eu passei uma boa parte do tempo resolvendo problema em bancos. Eita burocracia do capeta que ainda existe no Brasil! 

Isso me deixou pensando sobre algumas diferenças entre o Brasil e Hong Kong. Eu já estou aqui há tanto tempo, que eu nem paro mais para observar as diferenças e curiosidades entre os dois países. Nas últimas semanas eu fui preparando um listinha a partir de pequenas observações do dia a dia, sobre coisas que aqui em Hong Kong são tão normais, mas que causam estranheza para os brasileiros, e vice-versa.

Bancos:

Infelizmente nós brasileiros já estamos acostumados com a tensão que é ir no banco: portas giratórias, detectores de metal, ter que tirar tudo da sua bolsa/mochila até finalmente entrar banco!

Em Hong Kong é outro mundo! Como a cidade é muito segura, é possível entrar no banco de boa, sem ter que se preocupar com itens de metal e etc. Por outro lado, fila existe em todo lugar, isso realmente não dá pra evitar, hehe.

Os caixas automáticos daqui também são mais desprotegidos, sendo possível sacar dinheiro a qualquer hora do dia ou da noite, sem precisar de senhas extras ou ter que passar o cartão na porta (blindada) do banco para poder entrar. A tranquilidade é tanta, que é super normal você estar usando o caixa eletrônico e ter uma pessoa colada atrás de você na fila, mesmo se você estiver naquelas cabines menores. No começo dava uma aflição ter alguém logo atrás de mim! Na minha cabeça a pessoa estava, obviamente, tentando espiar meu saldo e descobrir minha senha. Mas não, isso é só o jeito das coisas aqui, onde as pessoas não vêem muita necessidade em 'preservar sua privacidade' enquanto vc saca o seu suado dinheiro.

Nas nuvens:

Hong Kong é o lugar do mundo com mais arranha-ceús. Sendo assim, não é a toa que a vida não acontece no térreo.  É muito normal que lojas e restaurantes estejam localizados no terceiro andar pra cima dos prédios. Em áreas mais comerciais, existem prédios inteiros de 10 ou 12 andares apenas com restaurantes.

E fica a cargo do restaurantes fazer propaganda, distribuir panfletos na rua e outras estratégias para atrair clientes. Ou o contrário, as vezes mesmo restaurantes pequenos em lugares super simples podem ter uma fila imensa do lado de fora e fica até dificil pegar o elevador. Em Hong Kong o bom e velho boca a boca ainda é uma ótima estratégia de marketing!

Supermercado:

Eu já falei aqui muitas vezes sobre as comidas exóticas que os chineses tanto apreciam (e eu nem tanto assim). E não só isso, os supermercados brasileiros são um luxo perto dos supermercados de Hong Kong: grandes, com corredores amplos, muitas frutas, padaria, açougue... em Hong Kong os supermercados são minúsculos, com corredores apertados e pouquíssima variedade de frutas e carnes.

Pra mostrar, eu tirei fotos dos detaques do supermercado daqui:

Prateleiras e mais prateleiras de.... miojo! Não só os chineses, mas os asiáticos todos são chegados em um miojo/cup noodles. Tem de todos os estilos e sabores (menos galinha caipira, que é algo que definitivamente não existe aqui).

A seção de miojo só perde para a de molho de soja, o famoso shoyu. Quem no Brasil imaginaria que existem tantos tipos diferentes desse molho tipicamente chinês? Tem a versão premium, a versão gold, a versão diamante, sem sódio, com sódio e vários outros. Pra mim, todos tem o mesmo gosto!

Outra figurinha carimbada dos supermercados aqui é a cabeça de peixe. No caso da foto, de salmão. Nos restaurantes rola até uma disputa pra ver quem fica com a cabeça do peixe - dizem que as bochechas e os olhos são as partes mais gostosas...

Enquanto no Brasil os supermercados vendem frios, queijos, salgadinhos e até lanches rápidos para os consumidores levarem pra casa, em Hong Kong o 'lanche' são pés de galinha desossados.

Pra fechar com chave de ouro, outra iguaria que definitivamente você não encontra com tanta facilidade assim no Brasil: intestinos, prontos pra comer! Só não me pergunte se é de porco ou de vaca, haha!

E aí estão algumas pequenas curiosidades do dia a dia daqui de Hong Kong. :)

Quem já veio pra cá: o que te chocou mais?
Escreva nos comentários e pode virar tema do meu próximo post!
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Muito prazer! Este blog narra as experiências e aventuras de uma brasileira vivendo na louca cidade de Hong Kong! Nice to meet you! The adventures of a Brazilian girl living and working in the crazy city of Hong Kong. Email: livehkblog@gmail.com

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